segunda-feira, 13 de março de 2017

Paróquia completa 47 anos

HOMILIA NA MISSA DOS 47 ANOS DA PARÓQUIA
A noite ainda não morreu. Madrugada. Na quietude dessa hora surge a Estrela da Manhã, anunciando o dia. Então cai o rocio, para refrescar os campos e fecundar a terra.
Depois da noite tenebrosa de quatro milênios de paganismo, surge a Estrela da Manhã: Maria Santíssima, a criatura mais pura e mais santa da Terra.
Ela atraiu o ROCIO DIVINO, o Filho de Deus, que desceu em seu castíssimo seio (Sb 17, 14-15).
Nada mais justo do que comparar o rocio com nosso Salvador. De fato, oculto e misterioso é o nascer do rocio, e diante do mistério insondável do nascimento de Jesus, perguntamos com Isaías (53, 8) “quem referirá a geração de Cristo?”
Celebramos 47 anos de nossa história como paróquia, mas os antecedentes até chegar em março de 1970? Façamos memória de alguns fatos que mereceram destaque:
Em 1914, o Frei Rogério Neuhaus,OFM tomou posse como novo vigário da Paróquia de União da Vitória que estendia-se até a fronteira com o Rio Grande do Sul.
Depois da Guerra do Contestado, União da vitória perdeu sua sede paróquia para Porto União-SC. Foi então criada a Paróquia Sagrado Coração de Jesus, no dia 20 de maio de 1917 – a nossa Catedral atual. Antes da criação da Diocese de União da Vitória nossa cidade de União da Vitória pertencia à diocese de Ponta Grossa.
O Estado do Paraná, mesmo depois de separado politicamente de São Paulo em 1853, continuou religiosamente ligado à Diocese da capital paulista.
Anteriormente de 1551 a 1575, havia pertencido hierarquicamente ao bispado de Salvador, na Bahia. Passou então a pertencer à Prelazia do Rio de Janeiro até 1745, quando foi criado o bispado de São Paulo, e automaticamente o Paraná como 5ª Comarca de São Paulo passou a pertencer a este bispado.
A 27 de abril de 1892, através da Bula “Ad Universas Orbis Ecclesias” do Papa Leão XIII, foi criada a Diocese de Curitiba, que abrangia todo Estado do Paraná e de Santa Catarina, até 1908, quando foi ereta a Diocese de Florianópolis.
A 10 de maio de 1926 pela Bula “Quum in Dies Numerus” do Papa Pio XI, desligada a Diocese de Curitiba da Igreja Arquiepiscopal de São Paulo; seu território foi dividido em quatro partes. A Diocese de Curitiba foi revestida do caráter Arquiepiscopal, e erigidas as Dioceses de Ponta Grossa e Jacarezinho, e a Prelazia de Foz do Iguaçu, criando-se assim a Província Eclesiástica do Paraná.
À Arquidiocese de Curitiba pertenceriam vinte e nove Paróquias. Oito Paróquias passariam a constituir a Diocese de Jacarezinho. E à Diocese de Ponta Grossa pertenceriam doze Paróquias, incluindo a de União da Vitória. Teve como primeiro Bispo D. Antonio Mazzarotto que tomou posse do Bispado aos 3 de maio de 1930.
A pedido de Dom Antonio Mazzarotto, o Revmo Pe. Francisco Filipak, pároco da então Matriz de União da Vitória Sagrado coração de Jesus (nossa Catedral) adquiriu um terreno para construir uma capela urbana. Após a realização da escritura, sob a orientação do pároco foi organizada uma Diretoria que iniciasse as obras de construção da capela no ano de 1961 e por ser aquela parte da cidade chamada “Sítio do Rocio”, a nova capela recebeu a denominação de Nossa Senhora do Rocio.
Aos 13 de março de 1970, pelo Decreto nº 55, foi criada a Paróquia de Nossa Senhora do Rocio, desmembrada da Paróquia do Sagrada Coração de Jesus, e entregue aos cuidados do Instituto dos Frades Menores Missionários, recém chegados na Diocese.
Com a instalação da Paróquia tornou-se insuficiente a pequena Igreja matriz. Por isso, em meados de 1972, foi iniciada a construção da nova Matriz.
De 1970 a 1995, a paróquia recebe os cuidados pastorais dos frades do Instituto dos Frades Menores Missionários que em 1995 entregam a Paróquia à disposição da Diocese de União da Vitória. A partir daí os padres da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos assumem a administração da Paróquia até 2002. Com a saída dos capuchinhos a paróquia ficou sendo cuidado pelo padre diocesano Antonio Carlos, até a chegada dos Missionários da Sagrada Família.

Depois desse período em que administrou a Paróquia Nossa Senhora do Rocio, os Frades Menores Capuchinhos decidem deixar nossa paróquia à disposição da Diocese e por isso Dom Walter entra em contato com o Superior dos Filhos da Sagrada Família, Pe. Manuel Escribano Rodriguez,SF fazendo o convite para a congregação assumir a administração de nossa Paróquia. Assim, no dia 11.02.2003 através da tomada de posse dos Padres Evton e Marcos Flávio a Congregação dos Filhos da Sagrada Família começa a liderar os trabalhos pastorais frente desta Paróquia. Com a saída dos Missionários da Sagrada Família em 2011, nossa paróquia mais uma vez é administrada por um padre diocesano, José Chipanski, que em fevereiro de 2012 entrega à mesma aos cuidados dos Frades Missionários Servos do Senhor, que vieram da Bahia, sob o convite do então bispo diocesano Dom João Bosco, e estamos até a presente data, para a glória de Deus Pai!
  


  

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