HOMILIA
NA MISSA DOS 47 ANOS DA PARÓQUIA
A noite ainda não morreu.
Madrugada. Na quietude dessa hora surge a Estrela da Manhã, anunciando o dia.
Então cai o rocio, para refrescar os campos e fecundar a terra.
Depois da noite tenebrosa de
quatro milênios de paganismo, surge a Estrela da Manhã: Maria Santíssima, a
criatura mais pura e mais santa da Terra.
Nada mais justo do que comparar o
rocio com nosso Salvador. De fato, oculto e misterioso é o nascer do rocio, e
diante do mistério insondável do nascimento de Jesus, perguntamos com Isaías
(53, 8) “quem referirá a geração de Cristo?”
Celebramos 47 anos de nossa história como
paróquia, mas os antecedentes até chegar em março de 1970? Façamos memória de
alguns fatos que mereceram destaque:
Em 1914, o Frei Rogério Neuhaus,OFM tomou
posse como novo vigário da Paróquia de União da Vitória que estendia-se até a
fronteira com o Rio Grande do Sul.

Depois da Guerra do
Contestado, União da vitória perdeu sua sede paróquia para Porto União-SC. Foi então
criada a Paróquia Sagrado Coração de Jesus, no dia 20 de maio de 1917 – a nossa
Catedral atual. Antes da criação da Diocese de União da Vitória nossa cidade de
União da Vitória pertencia à diocese de Ponta Grossa.
O Estado do Paraná,
mesmo depois de separado politicamente de São Paulo em 1853, continuou
religiosamente ligado à Diocese da capital paulista.
Anteriormente de
1551 a 1575, havia pertencido hierarquicamente ao bispado de Salvador, na
Bahia. Passou então a pertencer à Prelazia do Rio de Janeiro até 1745, quando
foi criado o bispado de São Paulo, e automaticamente o Paraná como 5ª Comarca
de São Paulo passou a pertencer a este bispado.
A 27 de abril de
1892, através da Bula “Ad Universas Orbis Ecclesias” do Papa Leão XIII, foi
criada a Diocese de Curitiba, que abrangia todo Estado do Paraná e de Santa
Catarina, até 1908, quando foi ereta a Diocese de Florianópolis.
A 10 de maio de
1926 pela Bula “Quum in Dies Numerus” do Papa Pio XI, desligada a Diocese de
Curitiba da Igreja Arquiepiscopal de São Paulo; seu território foi dividido em
quatro partes. A Diocese de Curitiba foi revestida do caráter Arquiepiscopal, e
erigidas as Dioceses de Ponta Grossa e Jacarezinho, e a Prelazia de Foz do
Iguaçu, criando-se assim a Província Eclesiástica do Paraná.
À Arquidiocese de
Curitiba pertenceriam vinte e nove Paróquias. Oito Paróquias passariam a
constituir a Diocese de Jacarezinho. E à Diocese de Ponta Grossa pertenceriam
doze Paróquias, incluindo a de União da Vitória. Teve como primeiro Bispo D.
Antonio Mazzarotto que tomou posse do Bispado aos 3 de maio de 1930.
A pedido de Dom
Antonio Mazzarotto, o Revmo Pe. Francisco Filipak, pároco da então Matriz de
União da Vitória Sagrado coração de Jesus (nossa Catedral) adquiriu um terreno
para construir uma capela urbana. Após a realização da escritura, sob a
orientação do pároco foi organizada uma Diretoria que iniciasse as obras de
construção da capela no ano de 1961 e por ser aquela parte da cidade chamada
“Sítio do Rocio”, a nova capela recebeu a denominação de Nossa Senhora do
Rocio.
Aos 13 de março de
1970, pelo Decreto nº 55, foi criada a Paróquia de Nossa Senhora do Rocio,
desmembrada da Paróquia do Sagrada Coração de Jesus, e entregue aos cuidados do
Instituto dos Frades Menores Missionários, recém chegados na Diocese.
Com a instalação da
Paróquia tornou-se insuficiente a pequena Igreja matriz. Por isso, em meados de
1972, foi iniciada a construção da nova Matriz.

De 1970 a 1995, a
paróquia recebe os cuidados pastorais dos frades do Instituto dos Frades
Menores Missionários que em 1995 entregam a Paróquia à disposição da Diocese de
União da Vitória. A partir daí os padres da Ordem dos Frades Menores
Capuchinhos assumem a administração da Paróquia até 2002. Com a saída dos
capuchinhos a paróquia ficou sendo cuidado pelo padre diocesano Antonio Carlos,
até a chegada dos Missionários da Sagrada Família.
Depois desse
período em que administrou a Paróquia Nossa Senhora do Rocio, os Frades Menores
Capuchinhos decidem deixar nossa paróquia à disposição da Diocese e por isso
Dom Walter entra em contato com o Superior dos Filhos da Sagrada Família, Pe. Manuel
Escribano Rodriguez,SF fazendo o convite para a congregação assumir a
administração de nossa Paróquia. Assim, no dia 11.02.2003 através da tomada de
posse dos Padres Evton e Marcos Flávio a Congregação dos Filhos da Sagrada
Família começa a liderar os trabalhos pastorais frente desta Paróquia. Com a
saída dos Missionários da Sagrada Família em 2011, nossa paróquia mais uma vez
é administrada por um padre diocesano, José Chipanski, que em fevereiro de 2012
entrega à mesma aos cuidados dos Frades Missionários Servos do Senhor, que
vieram da Bahia, sob o convite do então bispo diocesano Dom João Bosco, e
estamos até a presente data, para a glória de Deus Pai!







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