“Eis o tempo favorável, eis o dia de conversão! Convertei-vos e
crede no Evangelho!”, com essas palavras próprias do tempo quaresmal damos
início a nossa conversa desse mês. Mês que se nos abre com a Quarta-feira de
Cinzas, instituída há muito tempo na Igreja, marca o início da Quaresma, tempo
de penitência e oração mais intensa. Para os antigos judeus se sentar sobre as
cinzas já significava arrependimento dos pecados e volta para Deus. As Cinzas
bentas e colocadas sobre as nossas cabeças nos fazem lembrar que vamos morrer;
que somos pó e que ao pó da terra voltaremos (cf. Gn 3,19) para que nosso corpo
seja refeito por Deus de maneira gloriosa para não mais perecer.
A intenção deste sacramental é levar-nos ao arrependimento dos
pecados, marcando o início da Quaresma; e fazer-nos lembrar que não podemos nos
apegar a esta vida achando que a felicidade plena possa ser construída aqui. É
uma ilusão perigosa. A morada definitiva é o céu.
A
maioria das pessoas, mesmo os cristãos, passa a vida lutando para “construir o
céu na terra”. É um grande engano. Jamais construiremos o céu na terra; jamais
a felicidade será perfeita no vale em que o pecado transformou num vale de
lágrimas. Devemos, sim, lutar para deixar a vida na terra cada vez melhor, mas
sem a ilusão de que ficaremos sempre aqui. É o tempo da Via-sacra: a devoção da
Via Sacra consiste na oração mental de acompanhar o Senhor Jesus em seus
sofrimentos conhecidos como a paixão de Nosso Senhor, a partir do Tribunal de
Pilatos até o Monte Calvário. Esta
maneira de meditar teve origem no tempo das Cruzadas (século X). Os fiéis que
peregrinavam na Terra Santa e visitavam os lugares sagrados da Paixão de Jesus,
continuaram recordando os passos da Via Dolorosa de Jerusalém. Em suas pátrias,
compartilharam esta devoção à Paixão. O mais comum e próximo do que nos remonta
é que seja rezada em também em peregrinação, de encontro às famílias.
A quaresma é o tempo litúrgico de conversão, dura 40 dias,
começa na Quarta-feira de Cinzas e termina no Domingo de Ramos. Ao longo deste
tempo, sobretudo na liturgia do domingo, fazemos um esforço para recuperar o
ritmo e estilo de verdadeiros fiéis que devemos viver como filhos de Deus.
Iniciamos também com a quaresma a Campanha da Fraternidade (CF)
2017 que tem como tema ‘Fraternidade:
biomas brasileiros e defesa da vida’ e o
lema ‘Cultivar e guardar a criação’ (Gn 2.15). Buscando alertar para
o cuidado da criação, de modo especial dos biomas brasileiros, a campanha terá
início em todo o país no dia 1º de março.
A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa luto e
penitência. É um tempo de reflexão, de penitência, de conversão espiritual;
tempo e preparação para o mistério pascal. Na Quaresma, Cristo nos convida a
mudar de vida. A Igreja nos convida a viver a Quaresma como um caminho a Jesus
Cristo, escutando a Palavra de Deus, orando, compartilhando com o próximo e
praticando boas obras. Nos convida a viver uma série de atitudes cristãs que
nos ajudam a parecer mais com Jesus Cristo, já que por ação do pecado, nos
afastamos mais de Deus. Por isso, a Quaresma é o tempo do perdão e da
reconciliação fraterna.
Tempo
também de celebrarmos a misericórdia de Deus pelo sacramento da Confissão,
sinal de arrependimento e conversão! Por isso, nas sextas-feiras estaremos nas
capelas, conforme calendário, atendendo as confissões.
No dia
doze, domingo, com muita alegria vamos festejar os 47 anos de fundação da
Paróquia Nossa Senhora do Rocio, com um saboroso almoço, após a Missa solene
das 9h. No dia 16 também a Paróquia Sra. das Dores, celebra seus 16 anos de
criação. Parabéns às nossas duas paróquias que vêm colaborando na obra da
Evangelização nessa diocese.
Neste
mês no calendário litúrgico temos duas solenidades a serem celebradas com
fervor: dia 20 a solenidade de São José e no dia 25 a da anunciação do Senhor.
São José é dia 19, mas sendo 19 domingo de quaresma, a solenidade é então
deslocada para a segunda-feira, portanto, dia 20.
Juntos
ao Papa Francisco, os devotos do Apostolado da Oração nesse mês são convidados
a rezarem pelos cristãos perseguidos, para que
experimentem o apoio de toda a Igreja na oração e através da ajuda material.
De 18 a 24 de março estará em peregrinação em nossa diocese a
Mãe do Paraná, a Senhora do Rocio, por ocasião dos 40 anos do decreto de Paulo
VI tornando-a padroeira dos paranaenses! Somos beneficiados, junto aos 300 anos
de Aparecida, ocasião do Ano Mariano que celebramos, o fazemos também
concomitantemente aos 40 anos citados.
Terminando o mês o clero se encontra aos pés da
Mãe do Perpétuo Socorro em São Mateus do Sul para sua reunião ordinária!
Até mês que vem! Façamos uma boa e santa
quaresma, eis o tempo favorável, eis o tempo de conversão!
Oh Maria, Serva, Mãe e Senhora do Rocio e Mãe
das Dores, rogai por nós!

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