No último domingo, 19.06, sob a coordenação das Irmãs Mensageiras do Amor Divino realizamos a Jornada da Misericórdia dentro da programação do Ano da Misericórdia!
JESUS
CRISTO É O ROSTO DA MISERICÓRDIA DO PAI.
Precisamos sempre de contemplar o
mistério da misericórdia. É fonte de alegria, serenidade e paz. É condição da
nossa salvação. Misericórdia: é a palavra que revela o mistério da Santíssima
Trindade. Misericórdia: é o ato último e supremo pelo qual Deus vem ao nosso
encontro. Misericórdia: é a lei fundamental que mora no coração de cada pessoa,
quando vê com olhos sinceros o irmão que encontra no caminho da vida.
Misericórdia: é o caminho que une Deus e o homem, porque nos abre o coração à
esperança de sermos amados para sempre, apesar da limitação do nosso pecado.
Há momentos em que somos chamados,
de maneira ainda mais intensa, a fixar o olhar na misericórdia, para nos
tornarmos nós mesmos sinal eficaz do agir do Pai. Foi por isso que proclamei um Jubileu Extraordinário
da Misericórdia como tempo favorável para a Igreja, a fim
de se tornar mais forte e eficaz o testemunho dos crentes.
PORTA DA MISERICÓRDIA, onde qualquer pessoa
que entre poderá experimentar o amor de Deus que consola, perdoa e dá
esperança.
Atravessaremos a PORTA SANTA com plena confiança de ser acompanhados pela
força do Senhor Ressuscitado, que continua a sustentar a nossa peregrinação. O
Espírito Santo, que conduz os passos dos crentes de forma a cooperarem para a
obra de salvação realizada por Cristo, seja guia e apoio do povo de Deus a fim
de o ajudar a contemplar o rosto da misericórdia.
Vendo que a multidão de pessoas
que O seguia estava cansada e abatida, Jesus sentiu, no fundo do coração,
uma intensa compaixão por elas (cf. Mt 9, 36). Nas PARÁBOLAS DEDICADAS À MISERICÓRDIA,
Jesus revela a natureza de Deus como a dum Pai que nunca se dá por vencido
enquanto não tiver dissolvido o pecado e superada a recusa com a compaixão e a
misericórdia. Conhecemos estas parábolas, três em especial: as da ovelha
extraviada e da moeda perdida, e a do pai com os seus dois filhos (cf. Lc 15, 1-32). Nestas
parábolas, Deus é apresentado sempre cheio de alegria, sobretudo quando perdoa.
Nelas, encontramos o núcleo do Evangelho e da nossa fé, porque a misericórdia é
apresentada como a força que tudo vence, enche o coração de amor e consola com
o perdão.
A Igreja tem a missão de anunciar a
misericórdia de Deus, coração pulsante do Evangelho, que por meio dela deve
chegar ao coração e à mente de cada pessoa. A Esposa de Cristo assume o
comportamento do Filho de Deus, que vai ao encontro de todos sem excluir
ninguém. No nosso tempo, em que a Igreja está comprometida na nova
evangelização, o tema da misericórdia exige ser reproposto com novo entusiasmo
e uma ação pastoral renovada. É determinante para a Igreja e para a
credibilidade do seu anúncio que viva e testemunhe, ela mesma, a misericórdia.
A sua linguagem e os seus gestos, para penetrarem no coração das pessoas e
desafiá-las a encontrar novamente a estrada para regressar ao Pai, devem
irradiar misericórdia.
A PEREGRINAÇÃO é um sinal
peculiar no Ano Santo, enquanto ícone do caminho que cada pessoa realiza
na sua existência. A vida é uma peregrinação e o ser humano é viator, um peregrino que
percorre uma estrada até à meta anelada. Também para chegar à Porta Santa,
tanto em Roma como em cada um dos outros lugares, cada pessoa deverá
fazer, segundo as próprias forças, uma peregrinação. Esta será sinal de que a
própria misericórdia é uma meta a alcançar que exige empenho e sacrifício. Por
isso, a peregrinação há de servir de estímulo à conversão: ao atravessar a
Porta Santa, deixar-nos-emos abraçar pela misericórdia de Deus e
comprometer-nos-emos a ser misericordiosos com os outros como o Pai o é
conosco.
É meu vivo desejo que o povo cristão
reflita, durante o Jubileu, sobre as OBRAS DE MISERICÓRDIA
CORPORAL E ESPIRITUAL. Será uma maneira de acordar a nossa consciência,
muitas vezes adormecida perante o drama da pobreza, e de entrar cada vez mais
no coração do Evangelho, onde os pobres são os privilegiados da misericórdia
divina. A pregação de Jesus apresenta-nos estas obras de misericórdia, para
podermos perceber se vivemos ou não como seus discípulos. Redescubramos as
obras de misericórdia
corporal:
dar de comer aos famintos, dar de beber aos sedentos, vestir os nus, acolher os
peregrinos, dar assistência aos enfermos, visitar os presos, enterrar os
mortos. E não esqueçamos as obras de misericórdia espiritual: aconselhar os
indecisos, ensinar os ignorantes, admoestar os pecadores, consolar os aflitos,
perdoar as ofensas, suportar com paciência as pessoas molestas, rezar a Deus
pelos vivos e defuntos.
« Um
ano de misericórdia »: isto é o que o Senhor anuncia e que nós desejamos viver.
O Jubileu inclui também o
referimento à INDULGÊNCIA. Esta, no Ano Santo da Misericórdia,
adquire uma relevância particular. O perdão de Deus para os nossos pecados não
conhece limites. Na morte e ressurreição de Jesus Cristo, Deus torna evidente
este seu amor que chega ao ponto de destruir o pecado dos homens. É
possível deixar-se reconciliar com Deus através do mistério pascal e da
mediação da Igreja. Por isso, Deus está sempre disponível para o perdão, não Se
cansando de o oferecer de maneira sempre nova e inesperada. No entanto todos
nós fazemos experiência do pecado. Sabemos que somos chamados à perfeição (cf. Mt 5, 48), mas sentimos
fortemente o peso do pecado. Ao mesmo tempo que notamos o poder da graça que
nos transforma, experimentamos também a força do pecado que nos
condiciona. Apesar do perdão, carregamos na nossa vida as
contradições que são consequência dos nossos pecados. No sacramento da Reconciliação,
Deus perdoa os pecados, que são verdadeiramente apagados; mas o cunho negativo
que os pecados deixaram nos nossos comportamentos e pensamentos permanece. A
misericórdia de Deus, porém, é mais forte também do que isso. Ela torna-se indulgência do Pai que, através da
Esposa de Cristo, alcança o pecador perdoado e liberta-o de qualquer resíduo
das consequências do pecado, habilitando-o a agir com caridade, a crescer no
amor em vez de recair no pecado.







Nenhum comentário:
Postar um comentário