quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Ano da Misericórdia 08.12.15 a 20.11.16

O Papa Francisco definiu, para o próximo dia 8 de dezembro de 2015, Solenidade da Imaculada Conceição de Maria, o início do Ano Santo da MisericórdiaNa bula Misericordiae Vultus ["O Rosto da Misericórdia"], Sua Santidade ressaltou a grandeza da misericórdia divina e, ao mesmo tempo, a importância de os fiéis aplicarem em sua vida a virtude da misericórdia.
Definição. – Mas, em que consiste, afinal, essa virtude? O que é exatamente a misericórdia? Santo Agostinho, na obra "A Cidade de Deus", define-a do seguinte modo:
"A misericórdia é a compaixão que o nosso coração experimenta pela miséria alheia, que nos leva a socorrê-la, se o pudermos." [1]
Assim sendo, essa virtude supõe um desnível entre as pessoas em questão: não pode haver misericórdia entre Deus Pai e Deus Filho, já que ambos são Pessoas Divinas; é só quando Deus Se volta para as Suas criaturas que se pode falar de misericórdia. Esta se manifesta em nossa criação, quando Deus nos dá a existência, e também em nossa caminhada como cristãos, pois, quando caímos no pecado, Ele vem ao nosso encontro e nos oferece o Seu perdão, a remissão de nossas culpas.
Outra coisa a considerar é que a virtude da misericórdia ultrapassa a realidade da justiça. Esta consiste em "dar a cada um o que lhe é devido". A misericórdia, porém, não se trata de "pagar o que se deve", mas de dar com abundância, sem medidas. Deus, quando exerce Sua misericórdia para conosco, não nos trata de acordo com os nossos méritos. "Se levardes em conta nossas faltas – canta o salmista –, quem haverá de subsistir?" (Sl 129, 3).
Também muito importante para que se receba a misericórdia é que se tome consciência da própria miséria. Por isso, é difícil falar de misericórdia para uma sociedade que transformou o pecado em "orgulho" e promove Paradas Gays e Marchas das Vadias para ostentar a miséria do pecado. Se não se reconhece a própria pequenez, torna-se impossível viver de misericórdia.
Características da misericórdia. – Santo Tomás, ao falar sobre a virtude humana da misericórdia [2], explica que "a dor pela miséria alheia" pode ser "um movimento do apetite sensitivo" e, enquanto tal, é apenas uma paixão. Nisto está a raiz da palavra "misericórdia": cordis, em latim, significa "coração". Em primeiro lugar, portanto, a misericórdia é afetiva. Essa realidade passional não existe em Deus, que é impassível. Quando o Verbo, porém, assumiu a nossa humanidade, tornou-se capaz desse afeto. As Escrituras narram, por exemplo, que, vendo as multidões, Nosso Senhor sentiu pena delas, pois erravam como ovelhas sem pastor (cf. Mt 9, 36).
Em segundo lugar, a misericórdia é efetiva. Não basta compadecer-se das pessoas e ficar de braços cruzados. Importa agir para "socorrê-las", como diz a própria definição de Santo Agostinho.
Para que se aja corretamente, porém, é preciso ter em conta a terceira característica da misericórdia, que é a reta razão. Sem ela, não há virtude moral, pois, como diz Santo Tomás, "a virtude humana consiste num movimento do espírito regulado pela razão" [3]. Uma mãe, por exemplo, que, sentindo misericórdia do filho drogado em síndrome de abstinência, se dirigisse à boca de fumo para comprar a substância química e oferecer ao filho, certamente não estaria colocando em prática a virtude da misericórdia.
No Sínodo dos Bispos, a ser realizado em outubro próximo, será discutido novamente o tema dos casais em segunda união. Como a Igreja deve agir frente a essa "vera piaga do ambiente social contemporâneo que vai progressivamente corroendo os próprios ambientes católicos" [4]?
Para responder a essa pergunta, não basta colocar-se afetivamente ao lado das pessoas que se encontram nessa situação e desejar fazer algo efetivo por elas. É preciso usar a reta razão. Não se pode, sob o pretexto de "misericórdia", trair a doutrina católica a respeito da indissolubilidade do Matrimônio. Fala-se muito que é preciso adaptar os ensinamentos da Igreja aos novos tempos, mas, quando Nosso Senhor estabeleceu, em Sua época, que "o que Deus uniu, o homem não separe" (Mt 19, 6), também as pessoas de Seu convívio ficaram escandalizadas. "Se a situação do homem com a mulher é assim, é melhor não casar-se" (Mt 19, 10), disseram os Seus próprios discípulos na ocasião. Ainda hoje, pois, a Igreja deve permanecer fiel, mesmo correndo o risco de que as pessoas se afastem. Ela não quer que isso aconteça, mas também não pode ignorar que há casais que lutam para conservar o seu matrimônio – casais que veriam baldadas as suas lutas e esforços, caso a Igreja insinuasse uma mudança de doutrina. Ao mesmo tempo em que acompanha os seus filhos em segunda união, portanto, a Igreja age com prudência e cautela, tomando cuidado para não desprezar os casais que vivem com fidelidade a "primeira união", por assim dizer.
Verdade e misericórdia. – Para esse Ano Santo que se aproxima, uma boa maneira de se preparar é entregando-se inteiramente a Deus, pelas mãos da Santíssima Virgem, invocada pela Igreja como mater misericordiae ("mãe de misericórdia"). Ela entregou na Cruz o seu próprio Filho e recebeu, em troca, esses filhos leprosos, que somos nós (cf. Jo 19, 25s).
Ainda que sejamos pecadores, porém, Deus não nos quer convivendo com o pecado, como se fôssemos feitos para viver no egoísmo e na miséria. O Cardeal Mauro Piacenza, em uma recente conferência da Penitenciária Apostólica, recordou que a verdade e a misericórdia sempre andam juntas. Não se pode dizer aos seres humanos, criados para voar como as águias, que comecem a rastejar como as serpentes. A verdadeira misericórdia é tirar as pessoas da baixeza em que se encontram e colocá-las diante da maravilhosa "vocação universal à santidade", anunciada pelo Concílio Vaticano II [5]; é colocar as pessoas diante de seu autêntico chamado para o alto, para o amor, para a vida eterna. A verdadeira misericórdia para com o pecador é fazer dele um santo; é dizer-lhe o que disse Nosso Senhor à mulher adúltera: "Eu também não te condeno. Vai, e de agora em diante não peques mais" (Jo 8, 11).
Referências
  1. De Civitate Dei, IX, 5: PL 41, 261.
  2. Cf. Suma Teológica, II-II, q. 30, a. 3.
  3. Cf. Suma Teológica, I-II, q. 56, a. 4; q. 59, a. 4.
  4. Papa Bento XVI, Exortação Apostólica Sacramentum Caritatis (22 de fevereiro de 2007), n. 29.
  5. Cf. Constituição Dogmática Lumen Gentium (21 de Novembro de 1964), 39-42

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Pastoral familiar tem encontro especial

No último domingo, 22.11, a pastoral familiar de nossa paróquia teve um encontro a fim de refletir sobre os desafios que a Família está exposta, como: o desemprego, a doença, o luto, as drogas, a falta de tempo entre marido e mulher, dos pais para com os filhos e de todos para com Deus, e assim elevar até o Pai Celeste o nosso clamor pela família célula mater da sociedade, para que ela seja realmente dom e compromisso, casa e escola de comunhão. Fonte de onde emanam os valores cristãos que são pilares indispensáveis na edificação de toda pessoa humana, segundo o projeto do Criador. Pois é da Família que tudo brota, é nela que o homem aprende a dar seus primeiros passos de cristão para depois vivenciar numa comunidade.
Mediante o questionamento “A família como vai? Meu irmão venha e responda, quem pergunta é o Pai a verdade não esconda. Eis quem veio participar deste encontro:



Agradecemos-te Senhor, por estarmos em tua Santíssima presença. Por acolher nossas famílias, orientar com Vossa Palavra, e nos animar com a Eucaristia. Agradecemos por ajudar as nossas famílias a serem reflexo da Sagrada Família de Nazaré, verdadeiras fontes de amor e vida.
Agradecemos-te Senhor pelos nossos sacerdotes, que se dedicam à nobre causa da família. Confortai-os e ajudai-os sempre! Obrigado porque em cada um deles nossas famílias podem encontrar o conselho, conforto e o carinho de pai que nos orienta na nossa vida conjugal e familiar.
Agradecemos-te Senhor por todos os agentes de Pastorais, movimentos e associações e serviços de nossa Diocese que no espírito da Renovação Paroquial se empenham em viver a unidade como Pastoral de Conjunto, levando às nossas famílias a esperança e defendendo a vida em todas as sua etapas. 
Como é bom ter a minha família, como é bom!/ Vale a pena vender tudo o mais para poder comprar./ Esse campo que esconde um tesouro, que é puro dom,/ é meu ouro, meu céu, minha paz, minha vida, meu lar.
Além das relações de trabalho, é preciso tempo para também cultivar as relações familiares, sociais, religiosas e de amizades. Entretanto, os ritmos de trabalho estabelecidos pela economia consumista, limitam até quase anular, especialmente no caso de certas profissões, os espaços de convivência, sobretudo em família.

Retiro com os crismandos


E havia entre os fariseus um homem, chamado Nicodemos, príncipe dos judeus. Este foi ter de noite com Jesus, e disse-lhe: Rabi, bem sabemos que és Mestre, vindo de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele. Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.


Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer? Jesus respondeu: Na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus.
O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo. O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito. Nicodemos respondeu, e disse-lhe: Como pode ser isso?
Jesus respondeu, e disse-lhe: Tu és mestre de Israel, e não sabes isto?
Na verdade te digo que nós dizemos o que sabemos, e testificamos o que vimos; e não aceitais o nosso testemunho. Se vos falei de coisas terrestres, e não crestes, como crereis, se vos falar das celestiais? Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem, que está no céu. E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado; para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.
Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más.
Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus.

1)Nicodemos – “Principal entre os fariseus” - indica que ele pertencia à fraternidade mais profundamente religiosa do judaísmo, que integrava o supremo organismo jurídico permitido pelos romanos em Jerusalém, o Sinédrio, e que era um estudioso extremamente preocupado com a verdadeira compreensão e o ensino da revelação divina.
(2)Ter de noite - Nicodemos não foi capaz de se apresentar publicamente para a sua conversa com Jesus. De certo havia uma preocupação com os olhares e com as críticas de sua classe social, que estranhariam o fato de um homem tão culto pedir conselhos a um simples carpinteiro.
(3)Nascer de novo...Nicodemos de grandes conhecimentos, pensava que o homem precisava comportar-se bem para merecer o reino de Deus. Mas podemos ver, por trás de suas palavras, um visível desejo de conhecer ou entender algo novo, de saber o que qualificava Jesus a fazer tantos sinais miraculosos. Porem a vida espiritual se tratava de algo por Fé...quem sabe, por isso Nicodemos não entendeu o que Jesus queria dizer-lhe.
(4) Nascer da água e do Espírito - Jesus propunha a Nicodemos romper os laços que o ligavam à sinagoga, para aderir, de todo coração, à vida cristã, ser guiado somente por Deus. Devia renunciar à sua condição de fariseu, e de alto dignitário dos Judeus, e confessar-se abertamente através de um ato Publico, como Discípulo de Jesus. Neste caso Nicodemos entendeu esta mensagem.
(5) Nascido da carne –(Bios) – vida física, material e finita. E nascido do Espírito – (Zoe) – vida espiritual, invisível e infinita.... a mesma que o homem perdeu no jardim do éden.
(6) Vento e Espírito – Em Grego, a mesma palavra “Pneuma” significa vento e espírito... por isso no Verso 9 Nicodemos disse-lhe: Como pode ser isso? Porque não queria perder sua posição social... Jesus lhe fala.... Tu és mestre de Israel, e não sabes isto? ... ele devia deixar a atual “religião” que aparentemente era sólida.... e seguir a Jesus....que aparentemente era invisível e incerta. Não bastava somente ouvir.... devia deixar-se ser levado.
(7) NVI: "Ninguém jamais subiu ao céu, a não ser aquele que veio do céu: o Filho do homem."
O que Cristo queria Dizer é que ninguém conhecia a Deus, senão Cristo.
Pois nesta altura a relação que os homens tinham com Deus era uma relação de separação, Deus lá no céu e o homem cá na terra.
Só depois da morte de Cristo o livre acesso a Deus foi restabelecido, então ninguém conhecia o Pai, seu coração, suas coisas senão Jesus.
Céu aqui é uma alusão a Deus e não ao local onde Ele está.
(8) Levantou serpente no deserto - Ref cruzada (Nm 21) – ( Não se trata de uma Imagem....mas de um exemplo a seguir) Quando o Povo de Deus saiu do Egito....estando no deserto...foram atacados por uma praga de serpentes de fogo, e muitos foram feridos...(teoria: existe um tipo de parasita, que entra pelos pés...e se desenvolve por debaixo da pele....deixando forte ardor como de fogo e um rastro de seu crescimento como veias....e estando no deserto....a única maneira de se livrar de maneira correta deste parasita...seria tomando um pedaço de madeira e prender na extremidade do parasita e ir puxando muito devagar.... caso contrario poderia causar uma forte infecção...e isso no deserto seria mortal.... Moisés ao levantar a haste com a serpente de bronze...era um exemplo de como eles deviam fazer para viver).
 (9) Quem não crê já está condenado – em referencia as cobranças e condenações do farisaísmo, no cumprimento dos costumes e obrigações.... Jesus tira a importância das obrigações farisaicas e enfatiza o valor na Fé no filho de Deus para salvação. A salvação é por fé, na obra do filho de Deus sem isso....estamos condenados.... não importando o que fizermos.
(10) Trevas/Luz – Trevas – (tudo que é feito no oculto: Pecados, vícios, frutos da carne etc...) Luz – Referência a Jesus vivendo em nós.... (nossas vidas transparentes... testemunho aberto e público, frutos do espírito...)

MANDAMENTOS
· V3. - Nascer de novo – Que significa isso para você? Que evidências tens?
· V5. - Nascer da água e do espírito – Que significa isso para você? Que evidências tens?
· V11. - Crer e aceitar o testemunho – você ainda tem incredulidade?
· V19. - Amar a Luz – quanta luz há em sua vida?
· V19. - Odiar as trevas – quanto você odeia as trevas?
· V21. - Praticar a verdade – que significa isso para você? Como tens praticado? Que falta?

PROMESSAS
· V3. - Ver o Reino de Deus. – que significa isso para você?
· V5. - Entrar no reino de Deus. – quando e como isso se fez real para você
· V16. - Não perecer e Ter vida Eterna – que significa isso para você?
· V17. - Não ser condenado – que significa isso para você? Que evidencias tens?

· V20. - Obras Aprovadas – quais são estas obras?

sábado, 21 de novembro de 2015

Palestra para catequizandos da Iniciação Eucarística

 Chegou, porém, o dia dos ázimos, em que importava sacrificar a páscoa.
E mandou a Pedro e a João, dizendo: Ide, preparai-nos a páscoa, para que a comamos. E eles lhe perguntaram: Onde queres que a preparemos?
E ele lhes disse: Eis que, quando entrardes na cidade, encontrareis um homem, levando um cântaro de água; segui-o até à casa em que ele entrar.
E direis ao pai de família da casa: O Mestre te diz: Onde está o aposento em que hei de comer a páscoa com os meus discípulos?
Então ele vos mostrará um grande cenáculo mobiliado; aí fazei os preparativos.
E, indo eles, acharam como lhes havia sido dito; e prepararam a páscoa.
E, chegada a hora, pôs-se à mesa, e com ele os doze apóstolos.
E disse-lhes: Desejei muito comer convosco esta páscoa, antes que padeça;
Porque vos digo que não a comerei mais até que ela se cumpra no reino de Deus. E, tomando o cálice, e havendo dado graças, disse: Tomai-o, e reparti-o entre vós; Porque vos digo que já não beberei do fruto da videira, até que venha o reino de Deus.
E, tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim.
Semelhantemente, tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue, que é derramado por vós.

7-13: Preparativos para a Ceia Pascal. Jesus pensa em tudo para preparar bem a celebração desta última páscoa com seus amigos. Combina as coisas com pessoas bem conhecidas da cidade. Ele mantém até certo segredo, pois Jesus está sendo procurado para ser preso.

14-18: Início da Ceia Pascal. Até que enfim chegou o momento tão desejado, pois Jesus tem um desejo ardente de levar a bom termo o projeto do Pai: a passagem da opressão da lei antiga para a revelação da Lei do Amor que pertence à Nova Aliança. Beber o cálice significa cumprir a missão recebida do Pai.

19-20: A instituição da Eucaristia. Jesus e os discípulos estão reunidos para comer o cordeiro pascal e assim lembrar a libertação da opressão do Egito. De um lado hã os discípulos, inseguros sem entender bem. De outro lado há Jesus que faz um gesto de partilha, convidando os discípulos a tomar seu corpo e o seu sangue. É Jesus que dá sua vida para todos terem vida e conhecer o amor do Pai. Os discípulos deverão fazer a mesma coisa, servindo sem medo e de forma radical.
Ler, contar, meditar, rezar, agir. Como este texto nos ajuda a entender melhor o significado da Missa? Como renovamos a aliança entre nós e Deus, no dia-dia de nossa vida?

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

VIRGEM MÃE DO ORVALHO, DO ROCIO, ROGUE POR NÓS

No dia 15 de novembro começamos os festejos de nossa padroeira bem cedo, com os fogos da equipe da cozinha, acordando os fiéis para a festa de sua Mãe, a Senhora do Rocio. 
Logo que se deu a chegada dos padroeiros São Gabriel, Santa Rita e Santa Luzia, de nossas capelas, demos início à carreata pelas ruas de nosso bairro, tendo à frente, nossa Mãe, a Virgem Senhora do Rocio, seguida dos padroeiros das capelas mais um grande número de fiéis com seus carros, promovendo um buzinaço mariano alternado com motivações devocionais proferidas pelo postulante servitano Rangel.

Retornando à igreja nossos padres Frei Antoniel,MsS e Frei José Romão,MsS recebiam os motoristas vindos com seus carros na carreata com a aspersão, seguido da Santíssima Eucaristia solene presidida pelo nosso pároco, Frei Antoniel,MsS e cantada pelo coral Nossa Senhora do  Rocio.
Logo após a Missa, muito bem participada, lotando nossa Igreja, passamos ao pavilhão da paróquia onde participamos dum momento de fraternização paroquial deliciando-se com o almoço preparado pela prestimosa equipe da cozinha, coordenada pela Terezinha.
 


Após o almoço tivemos um momento de descontração com a realização de algumas rodadas de bingo e em seguida a coroação da rainha e princesa da festa. Eleita rainha a pequena Ana Laura Zamboni representando a Matriz da Senhora do Rocio, após intensa campanha e trabalho de todas nossas pastorais e movimentos e seus familiares e a representante das capelas Milleny recebeu das mãos do nosso pároco a faixa de princesa que contou com o trabalho e empenho das nossas capelas!
 Abençoe-nos nosso Deus Pai amoroso e misericordioso pela intercessão da Virgem do Rocio.


FESTA SOLENE DA SENHORA DO ROCIO

HOMILIA NA MISSA SOLENE DE NOSSA SENHORA DO ROCIO, 15.11.2015
ANO DA VIDA CONSAGRADA

“A minh’alma  dá glórias ao Senhor, o Poderoso fez em mim maravilhas”... não poderia iniciar essa homilia senão plagiando a nossa gloriosa padroeira, a Virgem Mãe e Serva, Senhora do Rocio, a primeira que se consagrou e diante da ação de Deus em sua vida, lhe respondeu com um cântico de louvor. Nós, religiosos, celebramos neste ano, por moção do Papa Francisco, o Ano da Vida Consagrada, oportunidade que temos de repensar a nossa consagração, nossas promessas ao Senhor. Eu, pela primeira vez, podendo realizar aquilo que é desejo de muitos de meus irmãos sacerdotes, ser pároco duma paróquia dedicada à Mãe, nossa Senhora, em minha primeira paróquia – NS do Carmo, em Belmonte-BA -, a festa solene não me coube, pois não era o pároco. Uma paróquia mariana dá-nos várias motivações e elementos para podermos rezar e aprofundarmo-nos em nossa fé. Tantas motivações levaram-nos, portanto, neste ano, nós, Servos do Senhor, a rezarmos por Maria, como a primeira que se consagrou, uma vez que somos também consagrados, bem como a todos nós, pelo Santo Batismo.
Assim, ao longo desses nove dias pudemos rezar e refletir nove das várias formas de consagração de Mãe de Deus e Serva da Igreja, da humanidade, a Virgem do Rocio, padroeira de todos vós paranaenses. Vimos sua entrega incondicional ao Senhor, pois creu na Sua Palavra, não vacilou, simplesmente acreditou, eram as palavras do Senhor, não era quaisquer palavras. Em e por Jesus foi consagrada como Mãe de todo homem, Mãe da Igreja, obra de Seu Filho.
Como Auxílio dos Cristãos, Maria, a Virgem do Rocio, se consagra como aquela que socorre os aflitos, começando por sua prima Isabel. Em Caná, consagrou-se como intercessora, a que pede ao Filho por nós, afinal ela é Mãe, qual filho não atende a um pedido dócil da mãe? Sua consagração foi por inteiro, como o Evangelho, foi categórica no Sim, não hesitou, respondeu ao Senhor com coragem, digamos até que com ousadia, porém, dócil, humildemente. Levando seu Filho ao Templo, aos pés da cruz, sua consagração também se fortalece, concretiza através da oração como Mulher orante.
Na sua resposta ao Arcanjo Gabriel sua consagração já se denota determinada, consolidada quando, no seu fiat dá-se em fazer exaustivamente a vontade do Senhor, “faça-se em mim conforme sua Vontade”. Não mais eu, mas Tu em mim! Razão à qual é aclamada como colaboradora muito próxima, direta ao Redentor, dita co-redentora. Aquela que redime com! Por fim, como todas as mulheres, sejam as esposas, mães, se consagra pela maternidade ou muitas das religiosas, consagra-se pela virgindade, a Mãe Virgem, antes, durante e após o parto, tudo por ação do Espírito Santo e vontade do Pai bondoso e amoroso.
Olhando para Mãe Maria e espelhando-se nela, ao rezar esta Santa Missa, só tenho um convite a fazer-vos, CORRAMOS APRESSADAMENTE AO ENCONTRO DO SENHOR, AINDA QUE TENHAMOS QUE SUBIR MONTANHAS, ENFRENTAR BARREIRAS, TEMPESTADES E NÃO TENHAMOS PRESSA EM VOLTAR, ELE PRECISA DE NÓS!
VIVA NOSSA SENHORA DO ROCIO.

Frei Antoniel de A. Peçanha,MsS

Pároco

MARIA, A VIRGEM DO ROCIO, A QUE PRIMEIRO SE CONSAGROU

Como desde o primeiro dia, também do quarto ao último dia do novenário de nossa senhora do rocio, a cada dia vimos rezando e refletindo sobre a consagração de Maria, ela, a primeira que se consagrou e recebendo diariamente um padre que conduzia a reflexão.


Assim no quarto dia, recebemos padre Abel que refletiu conosco a pessoa de Maria que se consagrou como intercessora dos pequenos. Seguindo, no quinto dia foi a vez de nosso vigário frei Romão, falar-nos sobre a virgem do rocio que consagrou-se, plenamente, com seu sim, com coragem. No sexto dia, tivemos a alegria de recebermos dois padres – Claudino e Cláudio, quando o último falou-nos de Maria como mulher orante.


No sétimo dia o padre Antonio teve seu momento de recordação, falando-nos de Maria que se consagrou como exímia fazedora da vontade do senhor, quando recordava de nesta nossa igreja, há 32 anos ter sido ordenado diácono, junto ao padre Mário Glaab. Já no oitavo dia, na reta final foi a vez do padre Sidney apresentar-nos Maria, a virgem do rocio, como co-redentora e, encerrando o grande retiro, mais uma vez frei Romão, apresentou-nos Maria que se consagra pela virgindade e maternidade.
Enfim, foram nove dias de intensas e profundas reflexões sobre a pessoa de Maria, nossa excelsa padroeira, sob o título de virgem do rocio que nos ajudaram no maior conhecimento e intimidade com a mãe, seja pela reflexões, seja pelos momentos de oração e devoção durante a novena, como o depósito de rosas e pedidos/orações aos pés da virgem pelos devotos e pastorais e movimentos homenageados a cada dia. Tudo para a glória de Deus Pai.