sábado, 16 de setembro de 2017

I Encontro de Casais Paroquial

No último dia 27 de agosto realizamos em nossa paróquia um primeiro encontro com casais, com atenção aos de segunda união! Tivemos a participação de nove casais.

"Divorciados em segunda união

Tendo em vista que mudanças doutrinais não são possíveis na Igreja Católica, o pontífice opta por manter o tom pastoral em seu texto.  “Nem todas as discussões doutrinárias devem ser resolvidas com intervenções magisteriais”, diz Francisco. Alguns analistas, contudo, afirmam que a exortação é mais flexível no que diz respeito à situação dos católicos que contraem um segundo casamento civil  do que documentos anteriores da Igreja. “Apesar de não citar explicitamente a admissão à eucaristia no texto, em uma nota se faz referência aos sacramentos. Francisco explica que não é possível fixar regras canônicas gerais, válidas para todos, então o caminho é o do discernimento caso por caso”, explicou o vaticanista Andrea Tornielli no site Vatican Insider.
“Não existem receitas simples”, reconhece Francisco em seu texto. O pontífice argentino, que cita os grandes escritores latino-americanos Jorge Luis Borges, Octavio Paz e Mario Benedetti, além do psicanalista Erich Fromm, pede que se evite julgamentos que “não levem em consideração a complexidade” das situações. “Não é possível dizer que todos os que se encontram em alguma situação chamada ‘irregular’ vivem em uma situação de pecado mortal”, afirma o pontífice, que também reforça o fato de que divorciados em segunda união não estão excomungados.
Para a vaticanista Mirticeli Medeiros, Francisco não aderiu integralmente a nenhuma das duas alas da Igreja que defendiam posturas conflitantes durante o Sínodo, simbolizadas principalmente pelos cardeais alemães Kasper (defensor da liberação completa da comunhão aos recasados) e Muller (contrário às mudanças). “Não houve mudanças do ponto de vista canônico, como o papa bem sublinhou. Segundo ele, uma norma canônica não poderia ser promulgada, uma vez que cada caso é um caso e não se pode tratá-los da mesma forma”, disse a jornalista, que acompanhou a conferência em Roma. Mirticeli destaca que o texto é bem diferente do que foi proposto pelo cardeal Kasper, que propunha um possível “caminho penitencial” que, na prática, daria acesso indiscriminado a todos os divorciados em segunda união à comunhão eucarística. “O papa não foi nem pró-Kasper, nem pró-Muller. Ele indicou um caminho a partir daquilo que ele considera uma pastoral viva e concreta com os casais em segunda união”."

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