terça-feira, 1 de novembro de 2016

PALAVRA DO PÁROCO


Ao terminarmos o mês de outubro, nós cristãos não festejamos ou não deveríamos festejar o dia das bruxas ou halloween, por que nada tem a ver com a nossa fé, dos cristãos, isso é comemoração dos pagãos. E nós, ao iniciarmos o mês seguinte, mês de novembro, já começamos celebrando a Solenidade de todos os Santos, isso sim, diz respeito a nós cristãos, o chamado à santidade, graça de nosso Batismo “sede santo como vosso Pai do céu é Santo”! Em seguida somos chamados à vivência das obras de misericórdia, o dia em que todos católicos devem rezar em sufrágio de todos os fiéis defuntos, na Liturgia de Finados.
Seguindo nas proposições da Santa Igreja através do santo padre o Papa Francisco devemos rezar na intenção universal pedindo a Deus para que os países que acolhem um grande número de deslocados e refugiados sejam apoiados no seu empenho de solidariedade. E quanto à pedir ao Senhor para que, nas paróquias, os sacerdotes e os leigos colaborem no serviço à comunidade sem ceder à tentação do desânimo. Em especial, nós paroquianos da Virgem Senhora do Rocio, sediados em União da Vitória.
O mês de novembro para nós, paroquianos do Rocio, é o mês magno, dado que é o mês no qual celebramos o novenário e festa solene de nossa padroeira, a Mãe do Orvalho do Rocio, neste ano celebrada como a Mãe da Divina Misericórdia, uma vez que concluímos o ano Santo da Misericórdia, dom dado a nós pelo Papa Francisco desde dezembro último passado. Neste ano temos novidade: a troca do manto da Senhora do Rocio na abertura do novenário bem como um grande louvor com a Banda Servos em Missão, após a Santa Missa do dia doze e, como de costume a coroação da rainha e princesa de festa, o bingão bem como o grande almoço da Mãe do Rocio e carreata com a Mãe e os padroeiros das capelas seguindo da benção e a Missa solene em 15.11.
A festa de nossa padroeira não deve ser para nós uma mera rotina, que se repete todo ano, mas uma grande oportunidade de amadurecimento na fé, um verdadeiro retiro espiritual. Um retiro intenso, onde a paróquia altera o seu cotidiano, inspirada por sua protetora, a sua intercessora. Tudo que celebramos e rezamos na santa igreja deve nos favorecer a comunhão, a unidade. Mas infelizmente, pecamos, muitos grupos, quando nos prendemos em nós mesmos e não nos deixamos inovar, não ouvimos a Igreja, talvez seja esse um dos pecados hodiernos de nossas comunidades, nossos grupos.
A festa da padroeira é a festa do encontro. Encontro com Deus, que chamou Maria a colaborar no plano de Salvação e nos chama hoje também. Encontro comigo mesmo, que reflito sobre minha fé e minhas escolhas de vida. Encontro com a Igreja, comunidade de fé e seguimento de Jesus. Encontro das famílias, dos fiéis, dos paroquianos, frequentadores e visitantes que vivem a experiência religiosa na Igreja da Mãe de todos paranaenses, a Virgem Senhora do Rocio.
A festa da padroeira apresenta duas realidades que se complementam: a dimensão espiritual (Missas, Novena, devoções à padroeira) e a dimensão social (quermesse, almoço, bingos, barraquinhas, shows). Ambas nos remetem à união indissolúvel entre fé e vida! A festa da padroeira quer ser um momento de reavivar a chama da nossa fé, reavivar o Espírito Santo que recebemos no batismo. 
Logo após a festa de nossa Mãe, logo no dia 19 teremos o sábado da Misericórdia, ministrando o sacramento da Confissão a todos os jovens que celebrarão o Sacramento da Crisma e adolescentes que farão a Iniciação Eucarística respectivamente nos dias vinte e seis e vinte e sete seguintes. No mesmo fim de semana também damos início ao tempo do Advento, chegada do novo, eis que vem o nosso Salvador!

Mais uma vez rogamos à Senhora do Rocio para que interceda por todos nós seus filhos a fim de assumirmos com coragem e ousadia nossa missão de batizados, feitos filhos de Deus, anunciando as verdades do Evangelho conforme nos prescreve a Santa Mãe Igreja Católica Apostólica Romana. Até mês que vem!

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