quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

APRESENTAÇÃO E POSSE DO NOVO CEP

O QUE É O CEP?
Cân. 537 - Em cada paróquia, haja o conselho econômico, que se rege pelo direito universal e pelas normas dadas pelo Bispo diocesano; nele os fiéis, escolhidos de acordo com essas normas, ajudem o pároco na administração dos bens da paróquia, salva a prescrição do cân. 532.*
Tem por finalidade, ajudar o Pároco ou Administrador Paroquial na administração da Paróquia, manutenção e conservação dos bens e do patrimônio.
Nas Missas do dia 05 e 06.12 o novo CEP foi apresentado ao Bispo diocesano e empossado pelo pároco, respectivamente.

Posse do novo CEP. Termo de Compromisso junto à Igreja


  
  

-         Caros filhos, com alegria que os acolho para, pela propagação do Evangelho, me assessorarem em tudo aquilo que diz respeito à administração de nossa paróquia Nossa Senhora do Rocio. Vossos trabalhos devem ser frutos do encontro pessoal com Jesus. Por isso, eu pergunto:

v Vocês estão dispostos a servir a Igreja na diaconia de membros do Conselho Econômico Paroquial zelando pelos nossos bens, acompanhando bem de perto a organização de toda festa e promoção paroquiais, orientando e auxiliando nossas capelas quando necessário?

-         Estamos! 

Oração da bênção (impõe as mãos e, em seguida, asperge)

Pai todo-poderoso, que no Éden deu ao homem
a missão de zelar pela obra da criação
e que, pelo seu Filho, ao administrador fiel
prometeu confiar a administração de todos os seus bens,
olhai com bondade os vossos filhos,
que recebem esta missão da administração
para que se tornem conformes à imagem do vosso Filho Servidor
e possam merecer, ao termo feliz do curso de suas vidas,
ser acolhidos na alegria da vossa casa.

                     P.N.S.J.C

R/.  Amém. 

Oração (todos)

 "Senhor, diante ações de sua Santa Igreja, devo ter consciência de minhas responsabilidades como membro desse Conselho para o qual fui chamado. Reconheço minhas limitações, mas, humildemente, junto com meus irmãos de missão e sob a orientação de nosso pároco, busco o consenso para alcançar a solução e tornar o trabalho menos penoso e mais produtivo. Senhor, despido do egoísmo, quero crescer, fazendo crescer, também, os que me cercam e que são a razão de minha escolha para esse serviço. Senhor, administre o meu coração para que ele siga o caminho do bem, pois, a mim caberá realizar obras sadias para tornar vossa Igreja cada vez melhor e mais humana."

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Abertura da Porta do Ano Santo da Misericórdia


Campanha da Evangelização 2015

COLETA A SER ENTREGUE NAS MISSAS DE 12 E 13 DE DEZEMBRO DE 2015
ENVELOPES NA IGREJA MATRIZ

A Campanha para a Evangelização associa a Encarnação do Verbo e o nascimento de Jesus Cristo com a missão permanente da Igreja que é evangelizar. Inicia-se na festa de Cristo Rei, e encerra-se no terceiro domingo do Advento, quando deve ser realizada nas comunidades a Coleta para a Evangelização.
Durante a Campanha deste ano, ocorrerá a abertura do Jubileu Extraordinário da Misericórdia. É desejo do Papa Francisco que a Igreja anuncie a misericórdia, caminho que une Deus e os homens, e nutre a esperança de sermos amados para sempre, apesar da limitação do nosso pecado.
As comunidades são chamadas a prepararem as pessoas para contemplarem o rosto misericordioso de Deus, manifesto na ternura do Filho que Maria Santíssima apresenta a todos, e acolherem os valores que Ele nos anuncia.

A Coleta para a Evangelização

O gesto concreto de colaboração dos discípulos e das discípulas missionários(as) na Coleta para a Evangelização será partilhado, solidariamente, entre as Dioceses, os 18 Regionais da CNBB e a CNBB nacional, visando à execução de suas atividades evangelizadoras.
Mais informações no link abaixo!
http://campanhas.cnbb.org.br/campanha/evangelizacao2015
Dia 13 de dezembro – Coleta para a Evangelização
A Campanha para a Evangelização segue o exemplo das primeiras comunidades, às quais Paulo recomendava que os que têm se enriqueçam de boas obras, deem com prodigalidade e repartam com os demais (cf. 2Cor 8 e 9).

sábado, 5 de dezembro de 2015

Abertura da Porta


13 de dezembro de 2015 – Ano Santo da Misericórdia – Abertura da porta santa na Matriz do Rocio na Missa das 9h!



sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Advento: tempo de preparação para o Natal - CPAE em 02.12.15

Advento é uma palavra latina que significa aproximar-se, vir chegando aos poucos. Durante as quatro semanas do Advento a gente se prepara para o Natal. No Advento ouvimos as vozes sempre atuais dos profetas bíblicos, anunciando a vinda do Messias. Também ouvimos a voz de João Batista e do próprio Jesus anunciando a proximidade do Reino de Deus. 
Tempo do Advento é próprio do Ocidente. Foi instituído para que os fiéis se preparassem para a celebração do Natal, mas em pouco tempo adquiriu também um significado escatológico: de fato, recorda a dupla vinda do Senhor, isto é, a vinda entre os homens e a vinda no final dos tempos. 
O Advento é tempo de alegre expectativa. O tempo do Advento é para toda a Igreja, momento de forte mergulho na liturgia e na mística cristã. É tempo de espera e esperança, de estarmos atentos e vigilantes, preparando-nos alegremente para a vinda do Senhor, como uma noiva que se enfeita, se prepara para a chegada de seu noivo, seu amado. 
Origem do Advento 
Há relatos de que o Advento começou a ser vivido entre os séculos IV e VII em vários lugares do mundo, como preparação para a festa do Natal. No final do século IV na Gália (atual França) e na Espanha tinha caráter ascético com jejum abstinência e duração de 6 semanas como na Quaresma (quaresma de S. Martinho). Este caráter ascético para a preparação do Natal se devia à preparação dos catecúmenos para o batismo na festa da Epifania. Somente no final do século VII, em Roma, é acrescentado o aspecto escatológico do Advento, recordando a segunda vinda do Senhor. Só após a reforma litúrgica é que o Advento passou a ser celebrado nos seus dois aspectos: a vinda definitiva do Senhor e a preparação para o Natal, mantendo a tradição das 4 semanas. 
Teologia do Advento 
O Advento recorda a dimensão histórica da salvação, evidencia a dimensão escatológica do mistério cristão e nos insere no caráter missionário da vinda de Cristo. Jesus que de fato se encarna e se torna presença salvífica na história, confirmando a promessa e a aliança feita ao povo de Israel. Deus que, ao se fazer carne, plenifica o tempo (Gl 4,4) e torna próximo o Reino (Mc 1,15). O Advento recorda também o Deus da revelação, Aquele que é, que era e que vem (Ap 1, 4-8), que está sempre realizando a salvação mas cuja consumação se cumprirá no "dia do Senhor", no final dos tempos. O caráter missionário do Advento se manifesta na Igreja pelo anúncio do Reino e a sua acolhida pelo coração do homem até a manifestação gloriosa de Cristo. As figuras de João Batista e Maria são exemplos concretos da missionariedade de cada cristão, quer preparando o caminho do Senhor, quer levando o Cristo ao irmão para o santificar. Não se pode esquecer que toda a humanidade e a criação vivem em clima de advento, de ansiosa espera da manifestação cada vez mais visível do Reino de Deus. 
Espiritualidade do advento 
Deus é fiel a suas promessas: o Salvador virá; daí a alegre expectativa, que deve nesse tempo, não só ser lembrada, mas vivida, pois aquilo que se espera acontecerá com certeza. Portanto, não se está diante de algo irreal, fictício, passado, mas diante de uma realidade concreta e atual. A esperança da Igreja é a esperança de Israel já realizada em Cristo mas que só se consumará definitivamente na parusia do Senhor. Por isso, o brado da Igreja característico nesse tempo é "Maranatha"! Vem Senhor Jesus! 
O tempo do Advento é tempo de esperança porque Cristo é a nossa esperança (1Tm 1,1); esperança na renovação de todas as coisas, na libertação das nossas misérias, pecados, fraquezas, na vida eterna, esperança que nos forma na paciência diante das dificuldades e tribulações da vida, diante das perseguições. 

O Advento também é tempo propício à conversão. Sem um retorno de todo o ser a Cristo não há como viver a alegria e a esperança na expectativa da Sua vinda. É necessário que "preparemos o caminho do Senhor" nas nossas próprias vidas, "lutando até o sangue" contra o pecado, através de uma maior disposição para a oração e mergulho na Palavra.  

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Indulgências do Jubileu da Misericórdia em nossa Paróquia


Ano da Misericórdia 08.12.15 a 20.11.16

O Papa Francisco definiu, para o próximo dia 8 de dezembro de 2015, Solenidade da Imaculada Conceição de Maria, o início do Ano Santo da MisericórdiaNa bula Misericordiae Vultus ["O Rosto da Misericórdia"], Sua Santidade ressaltou a grandeza da misericórdia divina e, ao mesmo tempo, a importância de os fiéis aplicarem em sua vida a virtude da misericórdia.
Definição. – Mas, em que consiste, afinal, essa virtude? O que é exatamente a misericórdia? Santo Agostinho, na obra "A Cidade de Deus", define-a do seguinte modo:
"A misericórdia é a compaixão que o nosso coração experimenta pela miséria alheia, que nos leva a socorrê-la, se o pudermos." [1]
Assim sendo, essa virtude supõe um desnível entre as pessoas em questão: não pode haver misericórdia entre Deus Pai e Deus Filho, já que ambos são Pessoas Divinas; é só quando Deus Se volta para as Suas criaturas que se pode falar de misericórdia. Esta se manifesta em nossa criação, quando Deus nos dá a existência, e também em nossa caminhada como cristãos, pois, quando caímos no pecado, Ele vem ao nosso encontro e nos oferece o Seu perdão, a remissão de nossas culpas.
Outra coisa a considerar é que a virtude da misericórdia ultrapassa a realidade da justiça. Esta consiste em "dar a cada um o que lhe é devido". A misericórdia, porém, não se trata de "pagar o que se deve", mas de dar com abundância, sem medidas. Deus, quando exerce Sua misericórdia para conosco, não nos trata de acordo com os nossos méritos. "Se levardes em conta nossas faltas – canta o salmista –, quem haverá de subsistir?" (Sl 129, 3).
Também muito importante para que se receba a misericórdia é que se tome consciência da própria miséria. Por isso, é difícil falar de misericórdia para uma sociedade que transformou o pecado em "orgulho" e promove Paradas Gays e Marchas das Vadias para ostentar a miséria do pecado. Se não se reconhece a própria pequenez, torna-se impossível viver de misericórdia.
Características da misericórdia. – Santo Tomás, ao falar sobre a virtude humana da misericórdia [2], explica que "a dor pela miséria alheia" pode ser "um movimento do apetite sensitivo" e, enquanto tal, é apenas uma paixão. Nisto está a raiz da palavra "misericórdia": cordis, em latim, significa "coração". Em primeiro lugar, portanto, a misericórdia é afetiva. Essa realidade passional não existe em Deus, que é impassível. Quando o Verbo, porém, assumiu a nossa humanidade, tornou-se capaz desse afeto. As Escrituras narram, por exemplo, que, vendo as multidões, Nosso Senhor sentiu pena delas, pois erravam como ovelhas sem pastor (cf. Mt 9, 36).
Em segundo lugar, a misericórdia é efetiva. Não basta compadecer-se das pessoas e ficar de braços cruzados. Importa agir para "socorrê-las", como diz a própria definição de Santo Agostinho.
Para que se aja corretamente, porém, é preciso ter em conta a terceira característica da misericórdia, que é a reta razão. Sem ela, não há virtude moral, pois, como diz Santo Tomás, "a virtude humana consiste num movimento do espírito regulado pela razão" [3]. Uma mãe, por exemplo, que, sentindo misericórdia do filho drogado em síndrome de abstinência, se dirigisse à boca de fumo para comprar a substância química e oferecer ao filho, certamente não estaria colocando em prática a virtude da misericórdia.
No Sínodo dos Bispos, a ser realizado em outubro próximo, será discutido novamente o tema dos casais em segunda união. Como a Igreja deve agir frente a essa "vera piaga do ambiente social contemporâneo que vai progressivamente corroendo os próprios ambientes católicos" [4]?
Para responder a essa pergunta, não basta colocar-se afetivamente ao lado das pessoas que se encontram nessa situação e desejar fazer algo efetivo por elas. É preciso usar a reta razão. Não se pode, sob o pretexto de "misericórdia", trair a doutrina católica a respeito da indissolubilidade do Matrimônio. Fala-se muito que é preciso adaptar os ensinamentos da Igreja aos novos tempos, mas, quando Nosso Senhor estabeleceu, em Sua época, que "o que Deus uniu, o homem não separe" (Mt 19, 6), também as pessoas de Seu convívio ficaram escandalizadas. "Se a situação do homem com a mulher é assim, é melhor não casar-se" (Mt 19, 10), disseram os Seus próprios discípulos na ocasião. Ainda hoje, pois, a Igreja deve permanecer fiel, mesmo correndo o risco de que as pessoas se afastem. Ela não quer que isso aconteça, mas também não pode ignorar que há casais que lutam para conservar o seu matrimônio – casais que veriam baldadas as suas lutas e esforços, caso a Igreja insinuasse uma mudança de doutrina. Ao mesmo tempo em que acompanha os seus filhos em segunda união, portanto, a Igreja age com prudência e cautela, tomando cuidado para não desprezar os casais que vivem com fidelidade a "primeira união", por assim dizer.
Verdade e misericórdia. – Para esse Ano Santo que se aproxima, uma boa maneira de se preparar é entregando-se inteiramente a Deus, pelas mãos da Santíssima Virgem, invocada pela Igreja como mater misericordiae ("mãe de misericórdia"). Ela entregou na Cruz o seu próprio Filho e recebeu, em troca, esses filhos leprosos, que somos nós (cf. Jo 19, 25s).
Ainda que sejamos pecadores, porém, Deus não nos quer convivendo com o pecado, como se fôssemos feitos para viver no egoísmo e na miséria. O Cardeal Mauro Piacenza, em uma recente conferência da Penitenciária Apostólica, recordou que a verdade e a misericórdia sempre andam juntas. Não se pode dizer aos seres humanos, criados para voar como as águias, que comecem a rastejar como as serpentes. A verdadeira misericórdia é tirar as pessoas da baixeza em que se encontram e colocá-las diante da maravilhosa "vocação universal à santidade", anunciada pelo Concílio Vaticano II [5]; é colocar as pessoas diante de seu autêntico chamado para o alto, para o amor, para a vida eterna. A verdadeira misericórdia para com o pecador é fazer dele um santo; é dizer-lhe o que disse Nosso Senhor à mulher adúltera: "Eu também não te condeno. Vai, e de agora em diante não peques mais" (Jo 8, 11).
Referências
  1. De Civitate Dei, IX, 5: PL 41, 261.
  2. Cf. Suma Teológica, II-II, q. 30, a. 3.
  3. Cf. Suma Teológica, I-II, q. 56, a. 4; q. 59, a. 4.
  4. Papa Bento XVI, Exortação Apostólica Sacramentum Caritatis (22 de fevereiro de 2007), n. 29.
  5. Cf. Constituição Dogmática Lumen Gentium (21 de Novembro de 1964), 39-42