No dia 30.10 nosso pároco esteve presente junto à reunião da Pastoral da Criança com a coordenação diocesana na qual se deu a eleição de Maria Matilde para a coordenação.
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
Encontro com o Terço dos Homens
O Terço dos Homens, como é conhecido, é
um movimento criado no dia 08.09.1936 na cidade de Itabi – SE, por um Frade da
Ordem dos Frades Menores da cidade de Penedo – AL., que fazia o trabalho
missionário em vários municípios do estado de Sergipe e, após visitar vários
deles, encontrou em Itabi o apoio para lançar o Terço dos Homens que contou com
a presença de 220 homens. Após o lançamento, o movimento foi se espalhando pelo
estado e começou a se expandir por estados vizinhos.
Chegando a Maceió/AL., o mesmo
tornou-se conhecido pela Sra. Oneida Araújo, de Jaboatão dos Guararapes – PE
que o levou a sua cidade e, partindo daí, chegou a Recife, precisamente no
Santuário da Nova Evangelização (Santuário da Mãe Rainha Três Vezes Admirável
de Schoenstatt) onde encontrou o apoio do saudoso Pe. Miguel Lencastre, que se
tornou um grande divulgador do mesmo, levando-o a várias cidades do Estado, da
Paraíba, do Rio Grande do Norte, dentre outros, e, chegando a Fortaleza, foi
lançado na Paróquia Nossa senhora da Glória na Cidade dos Funcionários.
A partir do lançamento em Fortaleza, o
Terço dos Homens começou a se organizar, criando uma Logomarca, um Manual do
Terço, para orientar na organização, como rezar e como formar a equipe de
coordenação, uma orientação de Estatuto para a Arquidiocese, Paróquias e
Igreja; a ideia da recitação semanal de cada um dos mistérios do Terço, para
dar conhecimento completo do Rosário, a definição de uma das semanas ser com os
familiares, para que os homens se acostumem a rezar juntamente com os mesmos,
etc. e, no dia 30.03.2005 foi lançado o site www.tercodoshomens.com.br que
o levou, além de todos os outros estados do Brasil, ao mundo, pois o mesmo é
visitado em 121 países dos cinco continentes.
O crescimento do movimento foi tanto
que a CNBB resolveu colocar um Bispo como Referência do movimento, se trata de
Dom Gil Moreira, Arcebispo de Juiz de Fora/MG, e o Santuário de Aparecida
dedicou um dia no ano para a Romaria do Terço dos Homens, romaria esta que
contou com mais de 30.000 homens no último encontro.
Graças às bênçãos de Deus, por
intermédio de Nossa Senhora, o Terço dos Homens tem crescido a cada dia e,
certamente, não deixará de crescer, pois o homem que o frequenta pela primeira
vez, continua frequentando e convidando as parentes e amigos para se fazerem
presentes ao mesmo.
O porquê de só homens?
Trata-se apenas de um fator
psicológico!!! Todos nós homens e mulheres nascemos com determinadas forças psíquicas
que no nosso crescer terão um papel importante no futuro. Todavia este
crescimento está condicionado às diferenças de mentalidade e do próprio meio
ambiente onde ele se desenvolva.
Estes fatores terão amanhã, grande
importância na nossa maneira de ser e no nosso agir e irradiar. Sabemos bem
como as mentalidades masculina e feminina são distintas e como reagem de modos
diferentes perante os mesmos acontecimentos. Há que ter em conta tudo isto para
que depois se saiba aproveitar e tirar o melhor rendimento de tão preciosas
energias.
Caracteriza o homem, possuir uma
acentuada inclinação para o mando, para autonomia e para a aventura. São
qualidades a considerar, pois podem ter grande influência no subconsciente,
caso não estejam adormecidas. Sutilmente há que aproveitá-las, escolhendo
ambientes favoráveis, onde elas despertem e se reanimem. Então sim, elas
despontarão com nova vida, ajudando o homem abatido e desanimado, a vencer
barreiras e a entregar-se com entusiasmo na conquista de um ideal. Dentro de
casa, nem sempre se encontra esse clima.
Com raras exceções, quem manda é a
mulher embora o marido seja o chefe da família. Na Igreja a coisa é semelhante.
Predomina a mentalidade feminina. Enquanto isso, o homem é tentado a procurar
outros vínculos e outros lugares. E neste impasse, vão surgindo brigas e
incompreensões. Ás vezes eles até querem, mas não conseguem. Sentem-se
distantes. As suas forças anímicas estão desligadas, talvez porque ainda não
tenham encontrado o verdadeiro ambiente onde possam mostrar o que valem e
podem. Resumidamente, eis o porquê, do Terço só para Homens.
Com o advento do Terço, os homens
passaram a frequentar mais a Igreja, participando dos movimentos paróquias, das
missas, não somente as dominicais, mais com uma boa frequência nas missas
semanais.
A Campanha pretende envolver toda a
Família. Ela pretende criar um clima que vá envolvendo toda a família.
A esposa, que normalmente é o elemento
mais devoto, deverá ser a primeira a despertar o marido e filhos, mas sem
insistências. Deixar para eles o poder de decisão. E no dia e horário do terço,
reze-se o terço em casa, com a restante da família. Desta forma teremos uma
maneira simples de envolver a nossa própria família num clima de oração. A
Igreja de nossos dias tem muita necessidade de homens participantes.
Deus Pai de misericórdia com a
intercessão de Jesus Cristo e de Maria, nossa Mãe e Serva, nos abençoe em nome
do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Frei Antoniel,MsS –(Pároco),04.11.2015
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
I Reunião com CPAE
Tempo do Advento
História do Advento
Não é fácil precisar a história e o primitivo
significado do Advento; além disso, as noticias sobre suas verdadeiras origens
são parcas.É necessário distinguir elementos que dizem respeito a práticas
ascéticas e a outras, de caráter estritamente litúrgico; um Advento que é
preparação para o Natal e um Advento que celebra a vinda gloriosa de Cristo (Advento
escatológico). No Oriente, permaneceu quase ignorado um período de preparação
ao Natal.
Portanto, o Advento é próprio do Ocidente. São
descartadas totalmente as teorias que atribuem o Advento a São Pedro e sua
existência aos tempos de Tertuliano e São Cipriano. O testemunho mais antigo
encontra-se em uma passagem de Santo Hilário (por volta de 366)que diz: "Sancta Mater Ecclesia Salvatoris adventus annuo recursu
per trium septimanarum sacretum spatium siviindicavit" (CSEL,65,16). "A
santa mãe igreja oferece um espaço sagrado de três semanas por ano para a vinda
do Salvador" .
O duplo caráter do Advento, que celebra a espera do
Salvador na glória e a sua vinda na carne, emerge das leituras bíblicas
festivas .O primeiro domingo orienta para a parusia final, o segundo e o
terceiro chamam a atenção para a vinda cotidiana do Senhor; o quarto domingo
prepara-nos para a natividade de Cristo ao mesmo tempo fazendo dela a teologia
e a história. Portanto, a liturgia contempla ambas as vindas de Cristo, em
íntima relação entre si.
2. Espiritualidade do Advento
Toda a liturgia do Advento é apelo para se viver
alguns comportamentos essenciais do cristão: a expectativa vigilante e alegre,
a esperança, a conversão, a pobreza.
a) A expectativa vigilante e alegre caracteriza
sempre o cristão e a Igreja, porque o Deus da revelação é o Deus da promessa,
que manifestou em Cristo toda a sua fidelidade ao homem: "Todas as
promessas de Deus encontram nele seu sim" ( 2 Cor 1,20). A esperança da
Igreja é a mesma esperança de Israel, mas já realizada em Cristo.
Os nossos primeiros irmãos na fé, como atesta a
Didaqué, imploravam: "Que o Senhor venha e passe afigura deste mundo.
Maranatha. Amém". Assim termina o livro do Apocalipse e toda a escritura:
"Aquele que atesta essas coisas diz: Sim! venho muito em breve. Amém! Vem
Senhor Jesus. A graça do Senhor Jesus esteja com todos. Amém" (Ap 22,20).
A expectativa vigilante é acompanhada sempre pelo
convite à alegria. O Advento é tempo de expectativa alegre porque aquilo que se
espera certamente acontecerá. Deus é fiel. A vinda do Salvador cria um clima de
alegria que a liturgia do Advento não só relembra, mas quer que seja vivida. O
Batista, diante de Cristo presente em Maria, salta de alegria no seio da mãe. O
nascimento de Jesus é uma festa alegre para os anjos e para os homens que ele
vem salvar (cf. Lc 1, 44.46-47; 2,10.13-14).
b) No Advento, toda a Igreja vive a sua grande
esperança. O Deus da revelação tem um nome: "Deus da
esperança"(Rm15,13).
Não é o único nome do Deus vivo, mas é um nome que o
identifica como "Deus para conosco". O Advento é o tempo da grande
educação à esperança: uma esperança forte e paciente; uma esperança que aceita
a hora da provação, da perseguição e da lentidão no desenvolvimento do Reino;
uma esperança que confia no Senhor e liberta das impaciências subjetivistas e
do frenesi do futuro programado pelo homem.
Na convocação ao testemunho da esperança, a Igreja,
no Advento, é confortada pela figura de Maria, a mãe de Jesus. Ela que "no
céu, glorificada em corpo e alma, é a imagem e a primícia da Igreja...brilha
também na terra como sinal de segura esperança e de consolação para o povo de
Deusa caminho, até que chegue dia do Senhor" (cf. 2 Pd 3,10).
c) Advento ,tempo de Conversão. Não existe
possibilidade de esperança e de alegria sem retornar ao Senhor de todo coração,
na expectativa da sua volta. A vigilância requer luta contra o torpor e a
negligência; requer prontidão e, portanto, desapego dos prazeres e bens
terrenos. O cristão, convertido a Deus, é filho da luz e, por isso, permanecerá
acordado e resistirá às trevas, símbolo do mal, pois do contrário corre o risco
de ser surpreendido pela parusia.
Esse comportamento de vigilante espera na alegria e
na esperança exige sobriedade, isto é, renúncia aos excessos e a tudo aquilo
que possa desviar-nos da espera do Senhor. A pregação do Batista, que ressoa no
texto do evangelho do segundo domingo do Advento, é apelo para a conversão, a
fim de preparar os caminhos do Senhor.
O espírito de conversão, próprio do Advento, possui
tonalidades diferentes daquelas relembradas na Quaresma. A substância é
essencialmente a mesma, mas, enquanto a Quaresma é marcada pela austeridade da
reparação do pecado, o Advento é marcado pela alegria da vinda do Senhor.
d) Enfim, um comportamento que caracteriza a
espiritualidade do Advento é o do pobre. Não tanto o pobre em sentido
econômico, mas o pobre entendido em sentido bíblico: aquele que confia em Deus
e apóia-se totalmente nele. Estes anawîm, como os chama a Bíblia, São os mansos
e humildes , porque as suas disposições fundamentais são a humildade, o temor
de Deus, a fé.
Eles são objeto do amor benévolo de Deus e
constituem as primícias do "povo humilde" ( cf.Sf 3,12) e da
"Igreja dos pobres" que o Messias reunirá. Jesus proclamará felizes
os pobres e neles reconhecerá os herdeiros privilegiados do Reino, ele mesmo
será pobre. Belém, Nazaré, mas sobretudo a cruz, são diversas formas com que
Cristo manifestava-se como autêntico "pobre do Senhor". Maria emerge
como modelo dos pobres do Senhor, que esperam as promessas de Deus, confiam
nele e estão disponíveis, com plena docilidade, à atuação do plano de Deus.
domingo, 1 de novembro de 2015
Encontro com Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística
Com o sacramento da Eucaristia
culmina a iniciação cristã; em realidade culmina a inteira vida sobrenatural-particular e comunitária
ou da Igreja como tal, porque é o
“sacramento dos sacramentos”, o mais importante de todos, já que contém a graça
de Deus –como os demais sacramentos- e o autor da graça, Jesus Cristo Nosso
Senhor. Não é pelos sentidos que o sabemos, mas pela fé, que se apóia no
testemunho de Deus: “Isto é o meu Corpo, que será entregue por vós; fazei
isto em memória de mim” (Lucas 22,19). São palavras de Jesus a seus
Apóstolos na última Ceia, ao deixar-lhes a Eucaristia como presente de seu
poder e de seu amor infinitos. Nós cremos firmemente, assim como os Apóstolos
que estavam presentes naquele momento, na Ceia.
O Concílio Vaticano II exorta à
piedade e ao recolhimento cada vez mais profundo com a Eucaristia, quando
ensina que é “fonte e cume de toda a vida cristã” e que, “participando do
sacrifício eucarístico, os fiéis oferecem a Deus a Vítima divina e se oferecem
a si mesmos juntamente com ela” (Lumen Gentium, 11).
O QUE SÃO
MINISTÉRIOS
A palavra ministério (do latim,
ministeriun)significa serviço “função servil” e todo cristão é chamado a
servir, é como uma espécie de prestação de serviços a indivíduos e grupos, por
parte de uma pessoa que faz de modo espontâneo e organizado.
O ministério tem uma característica
comunitária: “A cada um Deus confere dons para uns dos outros, como bons
dispensadores das diversas graças de Deus”(I Pedro 4,10)
É missão de Igreja pregar o Evangelho, pois a
Igreja toda é ministerial, é prestadora de serviços. Ela é servidora, porque o
próprio Jesus falou: “Eu vim para servir” o Pai enviou seu Filho para prestar
serviço à humanidade.
Nós estamos no mundo para dar continuidade ao serviço de
Deus, é tarefa nossa, porque a Bíblia nos fala muito dos ministérios.
Existem dois tipos de ministérios:
Ministérios
ordenados: aquele que recebem o sacramento da ordem-
Diácono, padre e Bispos. A Igreja atribui um valor muito especial a esses
ministérios, por que os considera instituídos por Cristo. No Sacramento da
ordem, é o próprio Cristo que investe da sua autoridade os ministros ordenados
(SC nº 07)
Ministérios não
ordenados: É certo que ao lado dos Ministérios
Ordenados, a Igreja reconhece o lugar dos ministérios não ordenados que seja
apto para assegurar um especial serviço da mesma Igreja. São os que têm como
base o Batismo e a crisma. Não estão acima do Padre, não o superam, mas prestam
um serviço próprio, original e insubstituível.
Ministérios- É um serviço prestado à comunidade, respondendo a uma
necessidade duradoura ou permanente desta comunidade. A pessoa que tem esta
função representa a própria comunidade, agindo em nome dela, mas com muita
cautela longe de ser autoritário, longe de exercer poder. O ministro deverá conscientizar-se
de que a sua preocupação está voltada para uma relação intima entre o
ministério e a comunidade. Ele carregará consigo, que o ministério é estar a
serviço da comunidade, isto é, de todos os cristãos, tornando essa comunidade
mais ativa, mais missionária.
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